Inversores de frequência, servomotores, fontes chaveadas, rádios industriais, robôs e redes sem fio — a fábrica moderna é um ambiente repleto de fontes de interferência eletromagnética (EMI). Nesse cenário, cabos de sinal não blindados são uma fonte constante de problemas: leituras erradas de sensores, travamentos de CLPs, instabilidade em sistemas de controle e falhas intermitentes difíceis de diagnosticar.
Entender quando e como especificar cabos blindados é uma competência essencial para engenheiros de automação, projetistas de painéis e compradores técnicos da indústria.
A blindagem de um cabo é uma camada condutora (malha de cobre, trança de alumínio, fita metálica ou combinações) que envolve os condutores internos e, quando corretamente aterrada, atua como uma gaiola de Faraday — refletindo e absorvendo as ondas eletromagnéticas que tentam penetrar no cabo ou que o cabo tenta emitir.
Malha de cobre estanhado: a mais comum e versátil. Eficiência de blindagem de 85% a 98% dependendo da densidade da malha. Boa flexibilidade e facilidade de terminação.
Fita de alumínio com dreno: blindagem de 100% de cobertura para baixas frequências. Mais econômica que a malha, mas menos flexível e mais difícil de terminar corretamente.
Malha + fita (dupla blindagem): para ambientes com EMI muito severa. Combina a cobertura total da fita com a flexibilidade e terminação da malha.
Trança de aço ou alumínio: para aplicações que exigem proteção mecânica além da blindagem elétrica.
A blindagem mal implementada pode ser ineficaz ou, pior, amplificar o problema. As regras básicas são:
Deve-se especificar cabos blindados quando:
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